domingo, 10 de julho de 2016

ATIVIDADE 1 DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO - ALUNO: CICERO DA SILVA

ATIVIDADE  1  DE  ESTÁGIO  SUPERVISIONADO
ALUNO:  CICERO DA SILVA – TURNO VESPERTINO

       Podemos  extrair alguns pontos sobre as diversas concepções de estágio inseridas no texto das Professoras Selma Garrido Pimenta e Maria Socorro Lucena Lima. O texto nos mostra em primeiro que o estágio pode ter um cunho imitativo onde o aluno a partir de sua observação re-elabora a sua prática docente. Embora inove em alguns aspectos, o que não deixa de ser louvável, mantém ainda a essência das práticas anteriores, o que acarretará em sua formação docente limitações que o levarão ao conformismo e a precariedade  ocasionando um distanciamento da realidade dinâmica tanto histórica como social dos seus alunos.
         O mesmo texto aborda o estágio como um fazer técnico onde o aluno embora tenha conhecimento teórico não o utiliza totalmente, priorizando aspectos técnicos instrumentais em sua formação. Embora as técnicas sejam importantes pois contribuem para o exercício das habilidades que a prática docente requer em determinado momento, o texto também coloca que tais técnicas não comportam por si só uma reflexão maior sobre a dinâmica que envolve o processo de ensino. Coloca-se também que conceitos absolutos não cabem quanto ao processo de reflexão e pesquisa no âmbito educacional e que é preciso investigar à luz das teorias inseridas nesse contexto qual técnica ou habilidades docentes podem ser utilizadas nas escolas excluindo dessa forma o senso comum da técnica pela técnica. Salienta-se também que o estágio serviria como ponte para uma visão crítica sobre a realidade escolar mas sem banalizar essa mesma crítica. O ponto central é refletir sobre a realidade escolar e os problemas intrínsecos a esse contexto e através da análise teórica chegar a intervenção adequada.
        Na análise sobre as diversas formas que o estágio se apresenta temos também o estágio como binômio teoria-prática. O texto analisa a prática docente num viés sociológico pois a educação faz parte da sociedade e através da mediação educativa interfere na mesma. O texto esclarece através de teóricos como Zabala (1998) e Sacristan (1999) que as praticas se referem a formas institucionalizadas de educar como a cultura e as tradições que abrangem múltiplos significados e a ação que enfoca o subjetivo dos sujeitos envolvidos em se constituírem docentes. Examina-se a fragmentação na produção de conhecimento onde teoria e prática se dissociariam o que resultaria num empobrecimento das práticas docentes no ambiente escolar. A noção de interdisciplinaridade também é citada no texto o que confere ao estágio suporte acadêmico robusto e aliado a essa interação de saberes o estudo das praticas educacionais devem ser pensadas para que a formação docente tenha significado real e construa um ensino dialógico e eficaz dentro do contesto educacional.
        Por fim as autoras ao preconizarem uma visão da práxis no contexto do estágio em formar docentes ensejam a superação de uma dissociação teoria-prática. Ao analisarem os objetivos reais os quais o estágio se propõe a buscar as autoras tem o objetivo de ressignificar a idéia de que o aluno deverá chegar mais perto da realidade ao intervir no ambiente escolar. Para isso questionam que realidade seria  nesse ambiente e que abrangência teria essa aproximação. Por sua vez enfatiza-se que é a partir da realidade histórica e social que permeia o espaço escolar que a práxis se estabelece a medida que teoria e prática não sejam fragmentadas dentro do espaço escolar. O texto discorre também analisando que o mesmo pode ser objeto de pesquisa do aluno assim como o aluno pode realizar alguma pesquisa durante seu  estágio. O estágio dessa forma abre oportunidades para que muitos estagiários se transformem em pesquisadores enriquecendo a análise sobre o contexto escolar, sem contudo o aluno perder de vista que também está aprendendo e que mesmo diante de outros docentes não é dono de uma verdade absoluta. O texto nos fala do professor reflexivo aliado a uma atitude crítica do mesmo para que essa reflexão não se torne solta, mas seja atada a uma ação eficaz e eficiente, embasada em uma autocrítica de si mesmo. 
Nesse contexto algumas questões se levantam tais como o professor adquirir eficazmente conteúdo teórico? Quais conteúdos serão necessários? A reflexão e crítica sobre o que está sendo realizado vai além do nosso olhar com valoração externa sobre o conhecimento a ser produzido? O importante é superar os entraves do processo de aprendizado para se chegar a uma intervenção eficiente.
       Para concluir o texto da professora Edna Prado nos ajuda a entender o que é o estágio no contexto acadêmico, seus objetivos e metodologias. Creio que essa abordagem nos ajuda a ver o estágio como oportunidade de avançarmos no que aprendemos e no que vamos aprender objetivando apreender a formação docente associando a teoria a prática. Minha expectativa é que eu aprenda mais e contribua também com o estágio, incrementando o meu conhecimento e dividindo com outros.

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