ATIVIDADE 1
DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO
ALUNO: CICERO DA SILVA – TURNO VESPERTINO
Podemos
extrair alguns pontos sobre as diversas concepções de estágio inseridas no
texto das Professoras Selma Garrido Pimenta e Maria Socorro Lucena Lima. O
texto nos
mostra em primeiro que o estágio pode ter um cunho imitativo onde o aluno a
partir de
sua observação re-elabora a sua prática docente. Embora inove em alguns aspectos,
o que
não deixa de ser louvável, mantém ainda a essência das práticas anteriores, o
que acarretará em sua formação docente limitações que o levarão ao conformismo
e a precariedade ocasionando um
distanciamento da realidade dinâmica tanto histórica como social dos seus
alunos.
O mesmo texto aborda o estágio como um
fazer técnico onde o aluno embora tenha conhecimento teórico não o utiliza
totalmente, priorizando aspectos técnicos instrumentais em sua formação. Embora
as técnicas sejam importantes pois contribuem para o exercício das habilidades
que a prática docente requer em determinado momento, o texto também coloca que
tais técnicas não comportam por si só uma reflexão maior sobre a dinâmica que
envolve o processo de ensino. Coloca-se também que conceitos absolutos não
cabem quanto ao processo de reflexão e pesquisa no âmbito educacional e que é
preciso investigar à luz das teorias inseridas nesse contexto qual técnica ou
habilidades docentes podem ser utilizadas nas escolas excluindo dessa forma o
senso comum da técnica pela técnica. Salienta-se também que o estágio serviria
como ponte para uma visão crítica sobre a realidade escolar mas sem banalizar
essa mesma crítica. O ponto central é refletir sobre a realidade escolar e os
problemas intrínsecos a esse contexto e através da análise teórica chegar a
intervenção adequada.
Na análise sobre as diversas formas que
o estágio se apresenta temos também o estágio como binômio teoria-prática. O
texto analisa a prática docente num viés sociológico pois a educação faz parte
da sociedade e através da mediação educativa interfere na mesma. O texto
esclarece através de teóricos como Zabala (1998) e Sacristan (1999) que as
praticas se referem a formas institucionalizadas de educar como a cultura e as
tradições que abrangem múltiplos significados e a ação que enfoca o subjetivo
dos sujeitos envolvidos em se constituírem docentes. Examina-se a fragmentação
na produção de conhecimento onde teoria e prática se dissociariam o que
resultaria num empobrecimento das práticas docentes no ambiente escolar. A
noção de interdisciplinaridade também é citada no texto o que confere ao
estágio suporte acadêmico robusto e aliado a essa interação de saberes o estudo
das praticas educacionais devem ser pensadas para que a formação docente tenha
significado real e construa um ensino dialógico e eficaz dentro do contesto
educacional.
Por fim as autoras ao preconizarem uma
visão da práxis no contexto do estágio em formar docentes ensejam a superação
de uma dissociação teoria-prática. Ao analisarem os objetivos reais os quais o
estágio se propõe a buscar as autoras tem o objetivo de ressignificar a idéia
de que o aluno deverá chegar mais perto da realidade ao intervir no ambiente
escolar. Para isso questionam que realidade seria nesse ambiente e que abrangência teria essa
aproximação. Por sua vez enfatiza-se que é a partir da realidade histórica e
social que permeia o espaço escolar que a práxis se estabelece a medida que
teoria e prática não sejam fragmentadas dentro do espaço escolar. O texto
discorre também analisando que o mesmo pode ser objeto de pesquisa do aluno
assim como o aluno pode realizar alguma pesquisa durante seu estágio. O estágio dessa forma abre
oportunidades para que muitos estagiários se transformem em pesquisadores
enriquecendo a análise sobre o contexto escolar, sem contudo o aluno perder de
vista que também está aprendendo e que mesmo diante de outros docentes não é
dono de uma verdade absoluta. O texto nos fala do professor reflexivo aliado a
uma atitude crítica do mesmo para que essa reflexão não se torne solta, mas
seja atada a uma ação eficaz e eficiente,
embasada em uma autocrítica de si mesmo.
Nesse contexto algumas questões se
levantam tais como o professor adquirir eficazmente conteúdo teórico? Quais
conteúdos serão necessários? A reflexão e crítica sobre o que está sendo
realizado vai além do nosso olhar com valoração externa sobre o conhecimento a
ser produzido? O importante é superar os entraves do processo de aprendizado para
se chegar a uma intervenção eficiente.
Para concluir o texto da professora Edna Prado nos ajuda a entender o
que é o estágio no contexto acadêmico, seus objetivos e metodologias. Creio que
essa abordagem nos ajuda a ver o estágio como oportunidade de avançarmos no que
aprendemos e no que vamos aprender objetivando apreender a formação docente
associando a teoria a prática. Minha expectativa é que eu aprenda mais e
contribua também com o estágio, incrementando o meu conhecimento e dividindo
com outros.
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